A relevância de escrever um diário
Dias atrás estava conversando com amigos a respeito sobre a época em que fizemos um curso juntos. O assunto em si, não importa, mas o fato de comentarmos os momentos vividos foi o centro da questão... relembrando as experiências daquela época, me lembrei quase instantaneamente dos registros feito no meu diário pessoal, no qual, ainda escrevo (com menos frequência comparado naquela época).
Essas conversas nostálgicas me instigou a ler o diário daquele ano; isso pode soar estranho mas leio raramente os meus diários — faço visitas pontuais, quando desejo lembrar de algo importante.
Imbuindo de uma curiosidade incomum, decidi ler o diário da época do curso, decidi ler como se lesse um livro literário. O intuito era vago, apenas saciar minha curiosidade e reforçar os assuntos comentados entre os amigos, mas me deparei com algo ainda mais significativo.
Após algumas leituras dos meses daquele ano, eu notei cinco coisas fascinantes:
Sobre mim:
1° Escrevia de forma pomposa, expressiva e até poética em alguns momentos — praticava a escrita e lia vários leituras. Era comum registrar os livros que lia e fazer impressões sobre.
2° Notei a diferença brutal entre o meu eu daquela época (três anos atrás) e o agora. Devido ao tempo relativamente curto comparado com o meu eu atual, a mudança foi muito mais do que uma “mudança natural”, soa mais correto dizer metamorfose.
Sobre a vida e experiências adquiridas:
3° Sem envolvimento de pessoas os dias transcorriam sem grandes acontecimentos. Percebi considerando esse fato que através do cotidiano, partilhado com pessoas, que a vida se expressa mais ricamente em convívio social e sem isso, não passa de um mero monologo. Posso resumir com uma máxima: Cresço em diversos âmbitos da vida na medida que me envolvo com o mundo.
4° O hábito de escrever um diário é um processo continuo de autoconhecimento. O resultado inevitavelmente é uma autopercepção fora do comum… Ao passar por esse processo e notar as consequências tão nítidas como o dia; tornou a minha concepção de vida mais significativa, mesmo em momentos difíceis, cuja a esperança de dias melhores pareciam distantes.
5° Tudo são fases; nenhum sofrimento, por maior que seja é imune ao tempo e a vontade de seguir adiante.
O hábito de escrever no diário tornou-se terapêutico ao longo dos anos, “recordar é viver”, já diz o velho ditado… Os momentos relembrados do tempo do curso são como memorias revividas. Ao ler o diário de tempos atrás senti o meu passado mais próximo, e como eu sou uma sucessão de acontecimentos e decisões, observo o meu agora com mais perspicácia e maturidade, portanto, indico a qualquer pessoa, independente da idade, começar esse hábito tão valioso.